LabCACC

Um laboratório virtual

Grupo Local

O Laboratório Computacional de Análises Cristalográficas e Cristalinas (LabCACC)  existe desde 1993, quando C.O. Paiva-Santos iniciou seus trabalhos no Instituto de Química de Araraquara – UNESP.

Inicialmente o trabalho desenvolvido consistia numa extensão de seu trabalho de doutorado. Entretanto, tendo em vista que as ferramentas implementadas no programa de método de Rietveld que utilizada na época (DBWS) não eram suficientes para o trabalho que desenvolvia no LIEC, passou a implementar rotinas novas no programa. Em 1994 passou algum tempo com o Prof. R. A. Young (School of Physics – Georgia Institute of Technology – Atlanta-GA, EUA), autor do programa, quando lhe mostrou as implementações que havia feito. Essas implementações correspondiam ao que R.A.Young queria para a nova versão, que veio a ser DBWS9411, e o Prof. Paiva-Santos passou a ser co-autor do programa. Em 1998, em um novo período com o Prof. Young, novas ferramentas foram implementadas e a versão DBWS9807 passou a ser distribuída.

Em 1996 o Prof. Paiva passou a ministrar cursos de método de Rietveld e difração de raios X, tanto no IQ quanto em outras instituições, o que ajudou a divulgar o método de Rietveld no Brasil e aumentar consideravelmente o número de usuários.

Sobre os cursos: Em 1998 o então aluno de mestrado Flávio Machado de Souza Carvalho (IGC-USP) e a Dra. Vera Lucia Mazzochi (do IPEN-CNEC-SP) passaram a nos auxiliar nos cursos. A partir de 2000 a então aluna de iniciação científica, Selma Gutierrez Antonio, também passou a fazer parte da equipe, e em 2007 o Dr. Fabio Furlan Ferreira, hoje na UFABC, passou a fazer parte da equipe de instrutores. Hoje ex-alunos enviam seus orientados para prestigiar nossos cursos. Muitos outros colegas colaboraram como instrutores desde 1996. Veja mais informações na em “cursos“.

Em Maio de 1999 foi decidido dar o nome atual ao laboratório, criar um logotipo e desenvolver uma homepage. Inicialmente  a homepage era um sub-link da página do Dept. de Físico-Química. A partir de 2001 o site do LabCACC passou a ter esse endereço atual. As atualizações das páginas do LabCACC a partir de março de 2001 podem ser encontradas em http://wayback.archive.org/web/19991015000000*/http://labcacc.iq.unesp.br

Ao criar o site do LabCACC decidimos que iríamos distribuir textos sobre aplicações do método de Rietveld, para servir de introdução aos alunos de iniciação científica e de pós-graduação, assim como ministrar cursos para divulgar a cristalografia, com ênfase em policristais, pelo Brasil. E assim fizemos. Hoje, início de agosto de 2012, foram mais de 30 cursos ministrados por todo o Brasil e em outros países da América do Sul.

Vários os grupos de pesquisa do Brasil e de alguns países da América do Sul têm nos procurado para resolver problemas, desde simples identificação de fases até determinação de estruturas. Em alguns poucos casos eles estão interessados em ter rapidamente as respostas para seus problemas, sem necessariamente se envolver na solução dos mesmos. Na solução desses problemas, normalmente envolvemos nossos alunos para que adquiram mais experiência na aplicação da difração de raios X e do método de Rietveld.

A partir de 2007 tendo em vista a carência de informações sobre a importância da difração de raios X na área de fármacos, decidimos mudar o foco de nosso trabalho para essa área. A primeira tese no grupo foi para mostrar como o método de Rietveld pode ser usado tanto na análise de polimorfos de fármacos em matérias primas de princípios ativos, quanto na análise de medicamentos comercializados (Antonio, S.G., 2010).  Conforme fomos nos aprofundando no tema, verificamos que a rotina usual que aplicávamos no estudo de minerais e cerâmicos não eram adequadas para o caso de fármacos, devido, principalmente, à grande sobreposição de picos e orientação preferencial, entre outros. Com isso, outros trabalhos foram iniciados por alunos de pós-graduação, como por exemplo, o de preparação de um material adequado para uso como padrão interno para quantificação de amorfo em insumos farmacêuticos e comprimidos,  e definição dos limites de detecção e quantificação de polimorfos de fármacos em matérias primas de princípios ativos.

Até hoje (agosto de 2012) já passaram pelo nosso Laboratório 17 alunos de iniciação científica e 15 de pós-graduação (mestrado e/ou doutorado). Atualmente mantemos colaboração com várias universidades Estaduais ou Federais no Brasil, Institutos de pesquisa e indústrias farmacêuticas, assim como grupos de pesquisa de universidades do exterior. Os trabalhos que desenvolvemos são na área de materiais cerâmicos, biomateriais, minerais sintéticos e naturais, fármacos e medicamentos.

Temos certeza que ainda falta muito para tornar a cristalografia de pó uma área multidisciplinar significativa para a pesquisa no Brasil, mas continuamos tentando. Junto com os colegas Flávio Machado de Souza Carvalho (IGC-USP, SP), Vera Lúcia Mazzochi (IPEN-CNEN,SP), Selma Gutierrez Antonio (IQ-UNESP-Araraquara, SP), Fabio Furlan Ferreira (UFABC-Santo André, SP), José Marcos Sasaki (DF-UFCe, CE) e André Vitor Chaves de Andrade (DF-UEPG, Ponta Grossa, PR) iremos continuar lutando para que a cristalografia de policristais venha a ter o merecido respeito no Brasil.

Hoje o LabCACC vem sendo coordenado pelo Prof. Dr. Carlos O. Paiva Santos e pela Dra. Selma Gutierrez Antonio (ex aluna de IC, mestrado e doutorado do grupo).